sábado, 7 de junho de 2014

Dia do Limão

Devido á grande produção de limões dos nossos limoeiros aqui na AFFESC, o grupo Quinta das Plantas realizou no dia 29 de maio, o Dia do Limão.
Nesse dia aprendemos com a Chef Cléa Bregue a fazer geléia/doce de cenoura com limão, geléia de hibiscus, pectina de maracujá e doce de maracujá.
Aprendemos também com a Édina, que é coordenadora do grupo, como fazer sabão com óleo de cozinha usado e limão.


RECEITAS DO DIA DO LIMÃO

Pectina de Maracujá
Cortar os maracujás maduros ao meio e retirar a pele interna e as sementes, separar.
Colocar as cascas cozinhar em água até amolecer bem a parte interna
A água resultante desse cozimento é a pectina que pode ser armazenada em geladeira por até 6 meses em embalagens bem fechadas.

Para o doce de maracujá foi retirado com colher a "massa" interna da casca cozida, misturada ao suco de maracujá sem sementes (peneirado e não batido em liquidificador), adicionado um pouco de água do cozimento (pectina), 200g de açucar demerara e 50g de açucar branco. Em uma panela, essa mistura foi cozida até dar ponto de doce de corte.

Pectina o que é?
A pectina é um polissacarídeo. Substância presente em pequenas quantidades nas frutas cítricas, pêra, pêssego e maçã. Possui um importante poder geleificante. Utiliza-se a pectina para dar liga às geleias, compotas, sorvetes, recheios de chocolate, sucos de frutas e em alguns tipos de medicamentos.
A pectina é muito importante para a digestão, pois facilita a síntese de proteínas e lipídios e regula a absorção de carboidratos pelo organismo, além disso, a pectina também é capaz de diminuir a sensação de fome, o que faz com que o indivíduo consuma menos calorias, diminuindo as níveis de colesterol e triglicérides no organismo. Devido a tais propriedades, muitas pessoas introduzem à dieta a farinha da casca do maracujá e a parte branca da laranja triturada e fervida, importante fontes de pectina.

Doce de cenoura e limão

Cenoura
Limão (10% do peso da cenoura)
Açúcar 1:1 (1kg de açúcar para cada kg de massa)
Pectina (0,5%) opcional
Lavar e ralar as cenouras
Cortar os limões sem casca em tiras ou rodelas e repicar ou fazer o suco 
Cozinhar as cenouras em pouco de água até ficar transparente
Acrescentar os limões e deixar ferver por 15 minutos
Pesar o açúcar e dividir em 3 partes
Acrescentar uma das 3 partes do açúcar e deixar ferver por 10 minutos, acrescentar a segunda parte do açucar e ferver por mais 10 minutos e acrescentar a última parte do açúcar.
Deixar ferver mais um pouco e adicionar o ácido citrico e a pectina
Ferver até o ponto

Geléia de Hibiscus sabdariffa, conhecido como vinagreira, groselha, hibisco, rosela
1 kg de cálices dos hibiscos (parte de cor arroxeada que envolve a semente e flor) lavados
2 xícaras (500ml) de água
2 1/2 xícaras (500g) de açúcar
Em panela grande ferva os hibiscos com água até os cálices se desfazerem
Em fogo baixo acrescente o açúcar e deixe ferver, mexendo até dar ponto.


A geléia passada na peneira pode ser servida com carnes ou decorar pratos.

Obs: Para saber o ponto de doce ou geléia, coloca-se um pouco de água em um prato e derrama um pingo do doce, se ele não escorrer está no ponto, ou então deixa desgrudar do fundo da panela.


Preparação do sabão com óleo de cozinha usado e limão
Limões colhidos na AFFESC
Preparação da pectina do maracuja
Hibiscus sabdariffa
Cozimento dos cálices do Hibiscus
Chef Cléa
Geléia de Hibiscus sabdariffa
Preparação do doce de cenoura com limão
Doce de Cenoura com Limão
Doce de Cenoura com Limão
Preparação do doce de maracujá
Doce de Maracujá


Nome Popular: Limão
Nome Botânico: Citrus Limonium
Família Botânica: Rutáceas

Citrus, em latim, quer dizer limão. Daí todas as frutas cítricas serem parentes etimológicas do limão. Isso mesmo, o limão é a mais cítrica das frutas da sua família: é o pai de todas!!!
Milenar, a grande maioria dos frutos cítricos tem origem da Ásia, de regiões compreendidas entre a Índia e o sudeste do Himalaia.
É importante ressaltar que todas as propriedades terapêuticas do limão se integram alquimicamente e resultam no benefício geral à saúde humana.
Além de alcalinizante, mineralizante, bactericida e tantas outras funções benéficas à saúde humana, outra propriedade terapêutica importantíssima do limão é a de ser um agente desintoxicante com ação, "moderada" e "inteligente". Ou seja, o poder do limão de alcalinizar todos os líquidos corporais, e assim harmonizar todo o metabolismo do organismo humano, é que lhe confere essa possibilidade de "inteligência" e "moderação" na comunicação celular.
O limão REGULA o intestino, esteja ele solto ou preso

O poder desintoxicante do limão não se restringe aos intestinos,  ele é um forte aliado também do bom funcionamento do fígado; como também auxilia na desintoxicação dos pulmões, pele e rins.
O limão tem o poder de alcalinizar todos os líquidos corporais, ou seja, a harmonização de todos os sistemas de trocas e transportes do corpo humano.
Portanto, quando o limão favorece a maior eficiência das trocas hídricas de todos os processos metabólicos, gera uma eficiência do organismo, com todos os seus sistemas excretores integrados, ativos e vivos, para desintoxicar-se e livrar-se, o mais rápida e eficientemente, dos seus venenos, toxinas e excretos.
Assim, desfaz-se um engano gerado por um dito popular: "o limão afina o sangue". Apesar de esse dito nos induzir a pensar que isso é ruim, ele tem um fundo muito benéfico de verdadeiro. O que falta para acertar esse engano é afirmar que: "o limão, desde que corretamente usado - não com caipirinhas -, desintoxica e limpa o sangue".
Claro que se o sangue estava cheio de colesterol e triglicérides, ele vai afinar o sangue. Mas até que ponto? Até o ponto em que o sangue ficará isento desses excessos e voltará "inteligentemente" até o seu ponto ideal de equilíbrio.
Com essa "limpeza" do excesso de colesterol e triglicérides, as pessoas poderão controlar de forma natural a hipertensão e outros problemas cardiovasculares.
Da mesma forma, o excesso de glicose, de adrenalina, de cortisol, de cristais e de células mutantes poderá ser eliminado pelos, cada vez mais eficientes, órgãos excretores.
Ao eliminar excessos de glicose, pode-se conseguir um melhor controle da diabetes e da hipoglicemia. Ao eliminar excessos de adrenalina, pode-se conseguir melhora do estresse e da ansiedade, e mais relaxamento. Ao eliminar o excesso de cortisóis, pode-se melhorar quadros de melancolia, tristeza, depressão e envelhecimento precoce.
E, aqui, a expressão adstringente pode também ser empregada, pois, ao não deixar aglomerados de gorduras, como o colesterol e o triglicérides, de cristais, como o ácido úrico, os cálculos renais ou vesicais, e de células, como os cistos, miomas e tumores, se perpetuarem, o limão passa a ter parte do mérito por essa propriedade terapêutica.
O consumo diário de uma limonada terapêutica pode ser um bom tratamento natural para prevenir e até adiar o desenvolvimento de cálculos renais. O limão com suas propriedades adstringentes, portanto, ajuda na dissolução de (ou inviabiliza) aglomerados de cristais e células gordurosas.
Externamente, essa sua propriedade já está bem conhecida e explorada, pois a medicina estética já o considera excelente para tratar problemas de pele e de couro cabeludo oleosos.
Quanto aos sucos desintoxicantes, eles devem sempre conter frutas, folhas, raízes, sementes, brotos e limão como um ingrediente quase cativo em todas as receitas. Tais ingredientes, para cumprirem o papel a que se destinam, ou seja, acordar a vida e aliviar a carga tóxica do organismo, devem estar frescos, crus e idealmente isentos de agrotóxicos.
Através dos sucos desintoxicantes diários, 2 ou mais vezes por dia, se tornará possível a manutenção de um organismo eficientemente limpo e alcalinizado.


Em todo o Brasil, o limão é um fruto fácil de ser encontrado, pois é gerado durante todo o ano, nas suas diversas variedades, embora seja mais produtivo de dezembro a maio.
Existem cerca de 70 variedades de limão em todo o mundo, porém as mais conhecidas por nós, brasileiros, são:

Limão Tahiti: é um híbrido da lima da Pérsia com o limão cravo, por isso não possui sementes, é robusto, de formato arredondado, casca lisa e verde, polpa esbranquiçada, muito suculenta e de qualidade menos ácida.

Limão Siciliano: é o limão verdadeiro, o original. Seu cultivo é abundante, basicamente, em áreas de climas mais frios ou subtropicais.
Maior e mais alongado, terminando com duas extremidades proeminentes, é de cor amarela, casca grossa, abundante e levemente rugosa, portanto menos suculento.
É uma variedade bem apropriada - pelo seu elevado percentual de casca - para a fabricação do óleo essencial (OE) de limão, de pectina e de farinha.


Limão Galego: é um fruto redondo, pequeno e muito suculento. Apresenta casca fina e lisa, de cor verde ou amarela-clara, possui sementes, a polpa é rica em suco de sabor ácido, porém agradável.
Bastante comum nos quintais do nordeste e centro-oeste brasileiros. A planta produz muito o ano inteiro.

Limão Cravo: variedade bem rústica, conhecido por vários nomes regionais: limão rosa, limão capeta, limão vinagre, etc. Disseminado pelos passarinhos é comum de ser encontrado no campo e em quintais do interior brasileiro. Parecido com uma tangerina, por ter a casca levemente solta da polpa, além de casca e polpa na cor laranja-avermelhado.
Tem sabor e aroma bem característicos, abundante em sementes e suco ácido, por ser a variedade com menor teor de frutose.
Cientistas começam a estudar o óleo essencial extraído da casca deste limão, que até o momento, apresenta propriedades terapêuticas acima da média, quando comparado às outras variedades.

Uma vez que todas essas variedades de limão contêm entre 5 a 7% de ácido cítrico em seu suco fresco, todas podem perfeitamente ser consumidas ou usadas no preparo de alimentos e produtos terapêuticos.
O mais importante é que o fruto esteja maduro ou da estação, e tenha sido colhido na região onde a pessoa vive. A planta colhida na sua região é a mais terapêutica de todas. 

Adaptei esse texto do 
fantástico blog DOCE LIMÃO da Conceição Trucom. 
Confiram no link acima as maravilhas sobre o limão.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Sustentar 2014

O Grupo Quinta das Plantas esteve presente na Assembléia Legislativa em Florianópolis nos dias 21 e 22 de maio na quinta edição do SUSTENTAR 2014, um Fórum sobre energias renováveis, consumo responsável e agricultura rural e urbana.

O Evento reuniu pessoas de áreas diversas mas com o mesmo objetivo; debater sobre a sustentabilidade do Planeta diante dos desafios impostos pelo crescimento da população mundial, que demanda maior produção energética, de alimentos e de bens de consumo, ao mesmo tempo em que aumenta a exigência por qualidade de vida.

Paralelo ao SUSTENTAR 2014 aconteceu o Seminário Estadual de Agricultura Urbana e Periurbana (AUP), promovido pelo Grupo de Trabalho de AUP do CONSEA/SC (Conselho Nacional de Segurança Alimentar) com as propostas de: debater e contribuir para a construção do tema a partir das características do território de Santa Catarina; construir uma agenda coletiva para o desenvolvimento e aprimoramento do tema no Estado; sensibilizar gestores públicos, entidades e comunidades para a promoção de práticas e iniciativa de AUP e conhecer as perspectivas de diferentes atores sociais e politicos sobre o tema.



Abertura - CEPAGRO
Deputado Padre Pedro
Quinta das Plantas presente no 1 Seminário Estadual de Agricultura Urbana


EXPOSIÇÕES DE PAINÉIS




 



EXPOSIÇÃO E VENDA DE PRODUTOS ORGÂNICOS




ARTE COM COLAGEM DE "LIXO"



EVENTOS PARALELOS










sábado, 24 de maio de 2014

Tupinambor


Helianthus tuberosus , conhecida popularmente como tupinambô, tupinambor ou girassol batateiro.

É uma espécie do gênero botânico Heliantus, da Família Asteraceae.
É uma planta nativa da América do norte e cultivada por seu tubérculo comestível e para ornamentação, pois se assemelha ao girassol.
Diferentes da maioria dos tubérculos, porém em comum com os outros membros da família (incluindo a alcachofra ), os tubérculos armazenam, em vez de amido, a inulina, um carboidrato que, por meio da cocção, se decompõe em moléculas de frutose. Por esta razão é uma fonte importante de frutose para a indústria.
Os tupinambôs foram cultivados pelos povos ameríndios muito antes da chegada dos europeus. Um explorador francês encontrou esta planta na costa nordeste dos Estados Unidos em 1605.
Apesar de ser originária a América do Norte, o nome tupinambô é provenientes dos Tupinambás, povos indígenas que viviam no Brasil. Alguns indivíduos desses povos foram levados a Paris em 1613 na mesma época em que se difundiu o cultivo desta planta na França e logo ao resto da Europa, o que fez que os europeus associassem os indígenas brasileiros à planta de origem norte-americana.
A primeira muda de tupinambor chegou em Santa Catarina pelas mãos de uma freirinha que deixou muita saudade, Irmã Eva Michalak que faleceu aos 94 anos. Seu profundo conhecimento foi a inspiração dos pesquisadores de Santa Catarina.

O tupinambor é considerado um alimento terapêutico porque é rico em inulina, um tipo de açúcar que não é digerido no estômago. “O mecanismo de ação do tupinambor é via intestino. Assim, ele consegue controlar problemas de diabetes, colesterol, obesidade e, principalmente, a constipação intestinal”. Essa substância favorece o movimento peristáltico no aparelho digestivo e ajuda na procriação das bactérias benéficas ao organismo e na regulação intestinal.

O Tupinambor é rico em vitaminas e minerais, principalmente ferro, fósforo, potássio, niacina e tiamina. Seria muito semelhante à batata se o amido não fosse substituído pela inulina. Consumido cru ele quase não tem sabor, mas fica adocicado quando é cozido, com sabor semelhante ao da alcachofra. Além do pão e bolachas da farinha, pode ser servido assado e na forma de purê, sendo adicionado normalmente a sopas e cremes, podendo também fazer parte do café da manhã com um iogurte, granola ou suco.

A planta é rústica e de fácil cultivo, mesmo em solos pouco férteis. É resistente a doenças e predadores. A multiplicação é feita através da plantação dos tubérculos em linha, mas atenção! Na terra, só adubo natural. Planta medicinal não combina com agrotóxico. Quando se fala que é medicinal, se está oferecendo saúde. Tem que ser 100% orgânico.



Nossa primeira e ainda pequena colheita de Tupinambor aqui na AFFESC

Sr.Cidemar e Édina felizes com a colheita




terça-feira, 6 de maio de 2014

Mão-de- Deus


Nome Botânico: Tithonia diversifolia (Hemsl.) A. Gray
Família botânica: Asteraceae ( Compositae )
Sinonímias: Mirasolia diversifolia Hemsl, Urbanisol tagetiflora var. diversifolius (Hemsl.) Kuntze
Nomes populares: mão-de-deus é o nome mais comum devido a suas folhas serem recortadas lembrando o formato de dedos, ou quem sabe, acredito eu, é porque ela realmente tem um poder divino como tem se mostrado sua ação sobre a dependência e abstinência de psicotrópicos (grifo meu), pode ainda ser chamada de titônia, boldo-japonês, margaridão-amarelo, girassol-mexicano , flor do Amazonas.

Origem ou Habitat: Colômbia. Ocorre da América Central até as Índias Ocidentais, tendo sido naturalizada nos Trópicos, onde é muito cultivada devido a beleza e o tamanho de suas flores.
Características botânicas: Arbusto perene, semi-herbáceo, vigoroso, ereto, ramificado, até 3 m de altura. As folhas são inteiras ou com vários recortes, grandes, de até 35 cm de comprimento, ovalado-orbiculares e pubescentes. Inflorescências terminais ou laterais com grandes flores amarelas, vistosas em capítulos grandes. 
Propagação: Brotação de ramos, sementes e estacas.
Partes usadas: Folhas. Em estudo as flores e raízes também.
Uso popular: Utilizada no tratamento de distúrbios gástricos e hepáticos e como anti-inflamatória. Usado para atenuar a síndrome de abstinência a drogas psicotrópicas em dependentes químicos, como álcool, tabaco e outras.
Composição química: 
 -Nove novos sesquiterpenos lactones foram isolados: oito germacranolideos e 1 eudesmanolideo elucidadas por método de espectroscópio. (Schuster et al. (1992)).
 -U novo ácido artemísico foi isolado do caule e da raiz deTithonia diversifolia. (Bordoloi et al. (1996)).
- Foi determinado, por método de espectroscópio, Diversifolo [4-alpha-hidroxi-4-beta-dimethil–7-beta (metil 1E-propenoate)-trans– decaninel] e um eudesname sesquiterpeno isolado de folhas de Tithonia diversifolia. (Segundo Kuo et al. (1997)).
 - Identificado em Tithonia diversifolia dois novos heliangolideos em adição ao heliangolideo tagitinin F e 1,2-epoxitagitinin C, um conhecido guaianolideo e o flavone hispidulim. (Pereira et al. (1997)).
- Dois novos compostos, um germacrane sesquiterpeno, 1 acetiltagitinin A (1), e um guaianane sesquiterpeno, 8 beta- isobutiriloxicumambranolide (2), foram isolados de folhas de Tithonia diversifolia juntamente com dois compostos conhecidos metil 3 alpha-acetoxi-4alpha-hidroxi- 11(13)-eudesmem-12-oate e tagitinin A. (Kuo et al. (1998)).
- Identificado diversifolide (4, 15-dinor-3-hidroxi-1(5)- xanthen-12, 8-olide), um recente dinorxanthane sesquiterpeno e um novo chromone, 6-acetil–7–hidroxi-2,3-dimethilchromone, juntamente com quatro compostos conhecidos: 2-deacetil–11 beta, 13 – dihidroxixanthinin, 2-acetil-2,2 dimethilchromene, 6-acetil-7-hidroxi-2,2-dimethilcromene e 6-acetil-7-methoxi- 2,2 dimethilcromene foram isolados da raiz de Tithonia diversifolia. (Kuo et al., (1999)).
Ações farmacológicas: O extrato de folhas de Tithonia diversifolia apresentou atividade anti-edematogênica, analgésica e anti-inflamatória induzida por carragenina em camundongos, corroborando um de seus usos populares. O componente tagitinin C mostrou-se eficaz contra o Plasmodium falciparum, causador da malária, em um estudo in vitro. O extrato de lavagem glandular das folhas apresentou um potente efeito contra a Leishmania major, causadora de leishmaniose, devido a seus constituintes principais, as lactonas sesquiterpênicas.
Interações medicamentosas: Não há estudos.
Efeitos adversos e/ou tóxicos: estudos com Artemia salina e ratos mostrou toxicidade ; em ratos mostrou toxicidade hepática e renal dose e tempo dependente , mesmo em baixas doses.
Estes fatos mostram a necessidade de mais estudos sobre a toxicidade desta espécie .
Contra-indicações: evitar o uso em grávidas e nutrizes
Posologia e modo de uso: Pó: recomenda-se secar as folhas e triturá-las até se obter um pó, que deve ser peneirado e guardado em vidros ao abrigo da luz; colocar uma pequena pitada deste pó na ponta da língua nos momentos de maior vontade de usar as drogas das quais querem se livrar , até seis vezes ao dia.
Observações: O uso interno seguro desta espécie necessita mais estudos quanto a toxicidade .
Referências:
AMBROSIO, S. R. et al. Atividade leishmanicida de lactonas sesquiterpênicas de Tithonia diversifolia (Asteraceae). In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUÍMICA, 30ª, 2007, Águas de Lindóia. Resumos. Águas de Lindóia: [s.i.], 2007. p. 263.
GOFFIN, E. et al. In Vitro Antiplasmodial Activity of Tithonia diversifolia and Identification of its Main Active Constituent: Tagitinin C.Planta Med. v. 68, n. 6, p. 543-545, 2002.
LUSTOSA, C.P. F. Aplicação do Extrato e dos Resíduos das Folhas de Tithonia diversifolia como Adubo Orgânico e Agente Anti-edematogênico em Edema de Pata Induzido por Carragenina e Veneno de Serpente Bothrops jararaca. São José dos Campos, SP: Universidade do Vale do Paraíba, 2005.
OWOYELE, V. B. et al. Studies on the anti-inflammatory and analgesic properties of Tithonia diversifolia leaf extract. Journal of Ethnopharmacology, [S.I.], v. 90, n. 2-3, p. 317-321, February 2004.
SILVA JÚNIOR, A. A. Plantas Medicianais. . Florianópolis: Epagri (PROMED – Projeto Plantas Medicinais), 1994. CD ROM.
ATIVIDADE ANTIFÚNGICA E TOXICIDADE DAS INFLORESCÊNCIAS DE FLOR-DO-AMAZONAS (Tithonia diversifolia) ANTIFUNGICAL ACTIVITY AND POTENTIAL TOXICITY OF INFLORESCENCES OF FLOWER OF AMAZON (Tithonia diversifolia) Márcia N. M. Castro 1 ; Maria E. da S. Barros 1 ; Rosana G. Rodrigues-Das-Dôres 1 ; Ricardo Stefani 2 1. Universidade Federal de Ouro Preto. Ouro Preto-MG. Brasil. 35.400-000. 2. Universidade Federal do Mato Grosso. Barra do Garças-MT. Brasil. 78.60
Toxicity studies of Tithonia diversifolia A. Gray (Asteraceae) in rats. Elufioye TO, Alatise OI, Fakoya FA, Agbedahunsi JM, Houghton PJ. Source Faculty of Pharmacy, Department of Pharmacognosy, University of Ibadan, Ibadan, Nigeria.

Texto extraído de Horto medicinal do HU

Aqui na ilha de Florianópolis somos abençoados por Deus com a sua mão, a "Mão de Deus". Temos muitas plantas adornando nossa natureza com suas flores amarelas que atraem grande variedade de insetos com seu aroma de mel.
As fotos abaixo registrei em uma trilha do Rio Vermelho à Praia do Moçambique;

Caminho dourado

Folha da Mão de Deus

Um inseto se deliciando
Feliz e grata pela colheita


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Visita ao Sitio Harmonia Natural

No dia 25 de abril, o Grupo Quinta das Plantas promoveu uma visita de estudos ao Sitio Harmonia Natural em Canelinha-SC.

O grupo de 25 pessoas foi calorosamente recepcionado por Cecilia, a Ciça como é conhecida, bióloga e proprietária do sítio.
Foi um dia muito agradável e produtivo, onde o grupo pode conhecer e reconhecer muitas plantas medicinais através da sabedoria, do conhecimento e do bom humor de Ciça.

Com o lema de preservar tudo que a natureza nos dá, Ciça investe há 10 anos na produção de plantas medicinais. Em seu sítio, onde mora e trabalha, há mais de 1.000 espécies, fruto da sua incansável busca por novas plantas.

O sítio é também local de estudos e capacitação para profissionais de saúde do todo o Brasil. Atualmente, a especialista em plantas medicinais capacita médicos, enfermeiros, dentistas e veterinários para o uso da fitoterapia, que está sendo oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Há também produção artesanal de óleos essenciais, sabonetes e cremes.

"Somos a maior biodiversidade do mundo e o país que menos usa plantas medicinais. Não há incentivo financeiro para uma área que está em ascensão. Nosso maior gargalo da cadeia é a produção. Quem vai plantar?
Eu quero deixar a minha pegada e colaborar para as pessoas entenderem que o plantio é uma terapia e que é fundamental para uma vida saudável. As pessoas estão cada vez mais doentes, mas estão começando a perceber a importância de voltarmos ao começo da história da humanidade. O mundo moderno não satisfaz mais". - Diz Ciça.

Fotos:

Espinheira Santa
Cidreira do Mato
Galangau
Yang Ylang
Capim Limão Brasileiro

Melaleuca
Panacéia
Almoço no sitio
Sorvetão

Sangue de Dragão
Melão de São Caetano