sábado, 5 de abril de 2014

Produção de Mudas

Os participantes do Quinta das Plantas colocaram a mão na massa, digo, na terra.
Foi realizado uma produção coletiva de mudas.
De ferramentas nas mãos e munidos de boa vontade, partiram para a "terrapia", a troca de energia entre as pessoas, a terra e as plantas; dando de si e recebendo da natureza.

Foram feitas mudas de erva cidreira ou melissa (Melissa officinalis L.), hortelã  (Mentha piperita L. e Hortelã verde (Mentha spicata).

Tarde produtiva em companhia de pessoas agradáveis!!!!


Mais sobre Hortelã:
http://quintaisimortais.blogspot.com.br/2013/01/mais-sobre-mentha-piperita.html


"Quando vou plantar uma semente ou uma muda, eu não abro uma cova, eu abro um berço, porque ali está sendo colocado uma vida e não um corpo inanimado."(Palavras de sabedoria da Sra. Lurdes Bodanesi, Marema-SC).










terça-feira, 18 de março de 2014

Debate Soberania Alimentar




O encontro foi um sucesso, com mais de 50 participantes, numa tarde agradável e produtiva.

Contamos com a presença de Carmem Munarini, Cordenadora do MMC/SC (Movimento de Mulheres Camponesas de Santa Catarina), que mostrou um video explicativo sobre a história do movimento e a importância deste em âmbito nacional e regional, ao longo de 30 anos de caminhada.

Segundo Carmem, foi com a luta das mulheres que garantiram a aposentadoria e salário maternidade para as camponesas. Também foi através de muita luta que conseguiram ser reconhecidas profissionalmente como agricultoras.

Hoje o movimento é reconhecido pela luta em defesa do Projeto de Agricultura Camponesa, que tem como eixo central a defesa da vida e do meio ambiente. Por isso, trabalham com o resgate das sementes crioulas, das plantas medicinais e defendem a agroecologia como um modo de vida saudável para as pessoas do campo e da cidade.

Após um lanche no meio da tarde, o grupo reuniu-se novamente e mediado por Tânia Slongo, realizou uma troca de experiências entre os componentes da Horta Alecrim, do Rio Vermelho Florianópolis, a Horta de Joinvile, o LECERA/UFSC e os outros participantes. Muitas informações e idéias importantes contribuiram para fortalecer a necessidade de nos movimentarmos no sentido de nos tornarmos soberanos quanta à nossa alimentação; tanto no campo como nas áreas urbanas, ocupando inclusive os nossos pequenos espaços para cultivarmos e assim obtermos uma melhor qualidade de vida.


Fotos do Encontro:










Oficina de Pães Nutracêuticos


Os pães nos acompanham desde os remotos tempos. É estimado que o pão tenha surgido há 12 mil anos na Mesopotâmia juntamente com o cultivo do trigo. Eram feitos de farinha misturada com o fruto do carvalho. O pão original é só farinha e água. Os primeiros pães eram achatados, duros, secos e muitos amargos. Para ser ingerido, o pão era lavado várias vezes em água fervente e depois era assado sobre pedras ou embaixo de cinzas.
O primeiro pão fermentado teria sido descoberto por acaso. Uma massa (sem qualquer fermento adicionado) deixada ao ar, irá levedar (fermentar). Em função das condições de temperatura e umidade, o tempo necessário para a fermentação natural pode variar de entre 4 a 8 horas, mas a massa acabará por levedar.
A fermentação é o segredo do pão. O pão levedado foi inventado no Egito onde, há cerca de 6 mil anos seria descoberta a fermentação.
O ar contém uma quantidade enorme de microrganismos, nomeadamente esporos de fungos de levedura, que encontram nas massas de pão as condições adequadas para se alimentar do amido da farinha. Em consequência da acção desses microrganismos, o amido divide-se em anidrido carbónico (CO2) e álcool. As bolhas do gás carbónico não conseguem escapar através da superfície e fazem inchar (crescer) a massa, tornando-a fofa. Durante a cozedura ácido carbónico e álcool conseguem escapar, mas o seu efeito fica, na porosidade, sabor e aroma do pão.



Desde os tempos antigos até a atualidade, muito se criou em torno dos pães, novas técnicas, equipamentos, industrialização.
Para resgatar as técnicas de fazer pães, algumas mais simples outras mais elaboradas, realizamos a oficina de pães nutracêuticos, um têrmo moderno para designar um alimento que não só dá energia mas nutre também e pode até ajudar na cura de certos males, pois são enriquecidos com ervas, vegetais e até plantas medicinais, se é que existe alguma planta que não é medicinal, pois eu acredito que a natureza é toda medicina, é toda nutrição e cura.


Nossa oficina de pães no dia 13 de março foi espetacular!

Compareceu um público super interessado e o melhor, muito participativo. Literalmente "colocaram a mão na massa" e produziram pães maravilhosos, lindos e saborosos. A energia estava tão bacana que apesar da intensa chuva, as massas cresceram e se transformaram em delícias para o nosso paladar, provando que "nem só de dias de sol vivem os pães".
o fazer pão tem lá os seus segredos, é uma alquimia, com processos físicos e químicos que transformam simples ingredientes em alimento saboroso e nutritivo.
A oficina contemplou explicações sobre a fermentação natural, de banana, maçã e batatinha.
Aprendemos a fazer a farinha de trigo reconstituída que segundo a Denise, uma das facilitadoras, é uma farinha mais completa, contendo amido, fibras e o germe, que se perdem no processamento, mesmo no caso da farinha integral.

Foram feitas várias receitas: Chapatis (pão indiano), pães de fermentos naturais, pães sem fermento, pães sem gluten, pães enriquecidos com ervas, ricota, uva passa, abóbora, ora-pro-nóbis, batata baroa, milho, aipim, arroz, etc.

Na hora da degustação...mmm mmm, era o que se ouvia, sons de prazer emitidos pelas cordas vocais de uma galera pra lá de satisfeita!
Uma grande variedade de pães acompanhadas de geléias: de rosas, goiaba, anona e mais... os salgados: antepasto de berinjela e creme de abacate.

Agradecemos a todos os participantes 

pelo sucesso desse evento !!!


Algumas receitas da Oficina:

FERMENTO DE BATATINHA
1 batatinha crua ralada descascada pequena
- 3 colheres de sopa rasa de açúcar
- 1 colher de sopa rasa de sal
- completar com um copo de água morna.
Deve-se colocar em vidro tipo maionese. Deixar levedar o fermento.Tampar o vidro só colocando a tampa sem vedar. Deixar crescer até chegar à tampa. Após, utilizar um copo (medida de requeijão) como fermento.

PÃO COM FERMENTO DE BATATINHA
- 1 copo de fermento natural de batatinha
- 2 ovos
- 1 xícara chá de açúcar
- 4 colheres de sopa de óleo
- 1 copo de água morna
- Farinha de trigo para uma esponja (massa mole). Deixe levedar novamente (de preferência de um dia para outro). No outro dia só coloque farinha para dar ponto na massa. Enrole e de formato de pão. Deixe crescer até dobrar de volume na forma.
Dica: Se estiver frio cubra com plástico e toalha. Utilizar restante do fermento de batatinha que sobrou fazendo uma massa esponjosa com trigo e pitada de sal. Deixar fora de geladeira se for usar em 12 horas ou colocar na geladeira. Dura até 10 dias.

FARINHA DE TRIGO RECONSTITUIDA
2 xic de trigo branco
1 xic de fibra ou farelo
1 col sopa germe de trigo
OU
5 xic de trigo integral
1 xic de trigo branco
3 col sopa germe de trigo

PÃEZINHOS RÁPIDOS DE ERVAS
1 xic de trigo reconstituído
1 xic de aveia flocos finos
1 col sopa de fermento químico
1 col café de sal
2 col sopa de manteiga
2 col sopa de óleo
2/3 xic de leite
½ col sopa de açúcar mascavo
1 col sopa de sementes de funcho
Misturar bem todos os ingredientes. Fazer pãezinhos. Colocar em forma untada. Assar em forno quente e pré-aquecido. Opções: Pode rechear com ervas, alho, ricota ou frutas.

PÃO COM GERMINADOS
600g de farinha branca
160g de farinha integral
30g de linhaça germinada
30g de gergelim germinado
40g de açúcar
50 ml de óleo
20g de fermento biológico
15g de sal
+ ou - 350 ml de água.
Misturar bem farinha branca, integral, açúcar, sal e fermento. Acrescentar linhaça germinada, gergelim germinado e óleo. Colocar água. Amassar bem. Colocar em forma untada e deixar crescer. Assar em forno 220º.

PÃO TRANÇA 3 CORES
1 colher de sopa de fermento
100 ml de óleo
1 colher sopa de açúcar
1 colher chá de sal
1 kg de trigo
500ml de água e 100 ml de óleo dividir em 3 porções com cúrcuma, beterraba e ora-pró-nobis.
Misturar fermento, açúcar, sal e trigo. Dividir em 3 porções. Acrescentar em cada porção uma cor e amassar bem colocando mais trigo se necessitar. Enrolar e fazer uma trança com cada porção de massa. Colocar em forma e deixar crescer. Assar em forno médio.

Fotos do Evento
Facilitadora Iraci (avental branco) 

Facilitadora Clea (touca preta)
Facilitadora Rosebel ( blusa preta)
Facilitadora Denise (touca preta)









Folhas de ora-pro-nóbis

Pão Trança de 3 cores, antes de assar
Pão Trança de 3 cores assado

Pão de ervas

Pão de ricota e uvas passas

Pães diversos



Chapatis
Antepasto de berinjela
Degustação





sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Sementes Crioulas


Sempre que as famílias de agricultores se visitam, fazem a troca de mudas, sementes ou animais reprodutores. Essa prática era uma condição fundamental no melhoramento das espécies ou variedades de plantas e raças de animais. Quando um agricultor ou uma agricultora doa uma semente ou faz uma troca percebe-se um sentimento de realização, felicidade e expectativa em ambas as partes. Essa prática é cultural e faz parte da condição do “ser camponês”.

A humanidade produziu e se alimentou por mais de 10.000 anos através da prática dessas trocas. Porém, em apenas pouco mais de 50 anos, a produção de alimentos sofreu grandes transformações. O modelo industrial agroquímico aplicado no campo negou essas práticas populares de manutenção e melhoramento das espécies e raças classificando-as como atrasadas.

Certamente que a ciência e a tecnologia proporcionaram muitos avanços na área do melhoramento, mas teve um efeito negativo em relação à continuidade das espécies ou raças, e, ao negar a prática acima mencionada, criou-se alguns sérios problemas:

- Redução drástica na base alimentar dos povos: existem mais de 10.000 espécies de plantas comestíveis – os povos primitivos se alimentavam de 1.500 a 3.000 espécies – a agricultura antiga produzia com base em mais de 500 espécies – a agricultura industrial restringiu a base da nossa alimentação a 9 (nove) espécies, que são aquelas que dão mais lucro ao mercado. O trigo, arroz, milho e soja representam 85% do consumo de grãos no mundo.

- Crescente deficiência nutricional na alimentação humana: isso é conseqüência direta da redução de diversidade alimentar e também porque essas espécies oferecidas pelo mercado são pobres em muitos minerais e proteínas.

- Redução da biodiversidade: muitas espécies e variedades já se perderam e as monoculturas vão tomando conta do campo. Há também uma perda da diversidade genética e as plantas vão se tornando cada vez mais susceptíveis a pragas e doenças. A perda da diversidade desequilibra os sistemas – tanto os sistemas naturais como os cultivados.

- Crescente dependência de grande corporações empresariais: Algumas poucas empresas querem dominar a produção e distribuição de alimentos no mundo. Estamos cada vez mais dependentes dessas empresas para nos alimentarmos e, portanto sujeitos às suas decisões quanto ao que devemos comer e quanto devemos pagar por isso. A ofensiva dos transgênicos é parte dessa estratégia de controle e dominação.

Uma grande quantidade de espécies que usamos na nossa alimentação é nativa das Américas e foram deixadas pelos indígenas (Astecas, Maias, Incas e outros) como por exemplo: milho, batata, mandioca, feijão, algodão tomate, pimenta, amendoim, cacau, abóbora e outros. Outras foram trazidas de outros continentes, como o trigo e o arroz, mas já por centenas de anos são conservadas e melhoradas pelas famílias agricultoras. Essas sementes que são conservadas e melhoradas pelas famílias de agricultores são chamadas de SEMENTES  CRIOULAS.

As sementes não podem ser privatizadas ou contaminadas com genes estranhos à espécie, como acontece nos transgênicos, e nem tornar-se objeto de dominação dos povos por parte de corporações empresariais.
As sementes são patrimônio da humanidade, pois são um legado de nossos antepassados. Elas são tão importantes para a existência humana que são constantemente celebradas e consagradas.

A disponibilidade e continuidade dessas sementes é virtude e missão da agricultura familiar/camponesa e não depende de nenhuma empresa ou país e, são fundamentais para a garantia de segurança e soberania alimentar dos povos. As sementes crioulas são adaptadas aos ambientes locais, portanto mais resistentes e menos dependentes de insumos, são também a garantia da diversidade alimentar e contribuem com a biodiversidade dentro dos sistemas de produção. A biodiversidade é a base para a sustentabilidade dos ecossistemas (sistemas naturais) e também dos agroecossistemas (sistemas cultivados).

O futuro pertence àqueles que conservam e multiplicam as sementes crioulas.

Texto de Valdemar Arl
Engenheiro agrônomo e educador popular, especialista em agroecologia e desenvolvimento sustentável e, administração rural, mestre em agroecologia – doutorando em agroecologia – consultor autônomo; professor no Curso de Desenvolvimento Rural Sustentável e Agroecologia da UnC/ Concórdia, SC.
Membro-fundador da Rede Ecovida de Agroecologia.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Melão Croá


O nome CROÁ deriva da língua indígena Guarani (A-CARA-IBÁ = “Fruta semelhante a batata do cará”).


Outros nomes populares: Fruta-mortadela, Jamelão, Cassabanana, Melão de cipó, Fruta-maracujá, cura, coróa, curua, uruba, cruatina, melão maçã, melão-caboclo ou melão-do-norte. Também chamado de Croá vermelho ou Croá roxo, dependendo da variedade.
Essas duas variedades ainda necessitam de estudos mais aprofundados.

- Sicana odorífera é o nome botânico do Croá Vermelho
- Sicana atropurpurea é o nome botânico do Croá Roxo

Família Botânica: Curcubitaceae (mesma familia da abóbora, pepino, melancia, melão)

Origem: Nativa da América Tropical, é uma espécie rara, pouco encontrada na natureza. As plantas atualmente cultivadas tiveram procedência do Pantanal no Mato Grosso do Norte e no Mato Grosso do Sul, Brasil.

É uma trepadeira rústica e muito vigorosa.
O fruto é uma baga elipsóide ou cilíndrica, medindo 30 a 60 cm de comprimento por 10 a 25 cm de diâmetro.
A casca é dura de cor laranja avermelhada ou roxa quando completamente madura e deve ser cortada, de preferência com faca de serra, pois há muita perda de suco se for quebrada. O fruto desprende aroma forte que lembra o cheiro do melão. A polpa é suculenta de cor amarela ou creme. Na cavidade central do fruto existe uma polpa suave com fibras que envolvem uma polpa aquosa e sementes achatadas, de coloração castanho com listas marrons. O miolo pode ser retirado com uma colher, junto com as sementes e peneirado. O suco tem uma espuma natural densa e pode ser bebido ou feito sorvetes. A polpa perto da casca é mais firme e mais cremosa e pode ser usada também em sucos, sorvetes, sopas geladas, cremes ou vitamina de frutas.
Os frutos também podem ser consumidos verdes e cozidos como legumes e utilizados em sopas guisados e conservas.
A fragrância dos frutos repele alguns insetos e no Sri-Lanka os nativos usam–no para perfumar roupas, casas e até altares religiosos em determinadas épocas festivas.

O fruto contém fibras, cálcio, fósforo, caroteno, tiamina, riboflavina, niacima e vitamina C.
Em Porto Rico, a polpa é cortada e mergulhada na água com açúcar durante a noite, em temperatura ambiente para fermentar e formar um licor que é ingerido com freqüência para aliviar a dor de garganta.
As sementes são usadas em infusão para febres, vermes e purgante.
As folhas são empregadas no tratamento de hemorragias uterinas e doenças venéreas.
Em Yucatán, uma decocção suave de folhas e flores (cuidar a dose porque produzem uma certa quantidade de ácido cianídrico), é prescrito como um laxante, vermífugo e emenagogo, sendo que as sementes também podem ser utilizadas para esse fim e além disso atuar na regulação do ciclo menstrual.

O melão croá é de fácil adaptação e pode ser cultivada em climas tropicais, temperados e subtropicais com temperaturas medias de 15 a 28 graus.
Vive bem em solos arenosos à argilosos, úmidos, com pH entre 5,0 a 6,6 e ricos em matéria orgânica
Pode ser cultivado desde o nível do mar até 1.800 metros de altitude, onde tenham um índice de chuva variando de 1.000 a 2.000 mm anuais.
Se cultivado em lugares com clima mais amenos no inverno e sem geadas, a planta sobrevive por 2 ou 3 anos, nesse caso deve-se fazer poda de todos os ramos com diâmetro inferior a 2 cm de diâmetro.
Adubar com composto orgânico, distribuídos no solo em duas seções, uma no inicio de outubro e o restante no mês de dezembro.
É necessário no mínimo 2 plantas para que ocorra uma polinização cruzada.As sementes devem ser retiradas de frutos maduros, despolpadas em água corrente em peneira e secas ao sol por 4 horas. As sementes secas e limpas podem ser armazenadas em frascos escuros por mais de 3 anos.
As mudas são formadas a partir de 4 a 5 sementes que devem ser plantadas diretamente em covas definitivas. A melhor época de plantio é de agosto a outubro. A germinação ocorre em 30 dias, espera-se mais 40 dias para selecionar a planta melhor e eliminar as outras. Irrigar semanalmente nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar água na época da florada.

A estrutura onde será plantado o melão deve ser uma treliça bastante reforçada, com 4 mourões à 2 metros entre si e 1,60 m de altura, com 5 ou 7 arames ou taquaras espaçadas no sentido do comprimento.
Pode-se plantar perto de uma árvore para que a planta suba nessa, mas o peso do fruto pode quebrar os galhos da árvore, ou as grandes folhas e a grande quantidade de ramas pode sufocar a arvore.
Os frutos amadurecem nos meses de abril a agosto.
A planta pode também ser cultivada como ornamental.


Nossos Melões Croás na AFFESC






Flores Fêmea e Macho

Sicana odorífera = Croá Vermelho
Sicana atropurpurea = Croá Roxo